Saúde emocional
Transtorno do Pânico
Uma crise de pânico pode ser tão intensa que a pessoa acredita que está tendo um infarto, vai desmaiar, perder o controle ou até morrer.
Escrito por Dra. Juliana Ricci Castro
CRM-BA 39.859
Publicado em 20 de setembro de 2026
Como se manifesta uma crise
Durante a crise, podem surgir palpitações, falta de ar, tremores, suor, tontura, aperto ou desconforto no peito, náusea, formigamentos e uma sensação intensa de medo. Os sintomas geralmente aparecem de forma súbita e podem acontecer mesmo quando não existe um perigo real naquele momento.
Crise de pânico não é sempre transtorno do pânico
Ter uma crise de pânico, porém, não significa necessariamente ter transtorno do pânico. Crises podem acontecer isoladamente ou estar associadas a outras condições.
No transtorno do pânico, as crises são recorrentes e inesperadas. Além disso, a pessoa pode passar a viver preocupada com a possibilidade de uma nova crise ou mudar sua rotina para tentar evitá-la. É comum, por exemplo, deixar de sair sozinho, dirigir, viajar ou frequentar determinados lugares por medo de passar mal.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico e também é importante avaliar outras condições de saúde que podem provocar sintomas semelhantes.
O transtorno do pânico tem tratamento. Psicoterapia e, quando indicados, medicamentos podem ajudar a reduzir as crises e, principalmente, o medo de que elas aconteçam novamente.
Porque muitas vezes não é apenas a crise que limita a vida, é começar a organizar toda a vida tentando impedir que a próxima aconteça.
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Dúvidas sobre a avaliação do transtorno do pânico
A partir de que idade é possível avaliar o transtorno do pânico?
A avaliação pode começar a partir dos 2 anos de idade, considerando o desenvolvimento e o contexto de cada criança.
A primeira consulta pode ser por teleconsulta?
Para crianças, a primeira consulta é sempre presencial; as consultas seguintes podem ser por telemedicina, conforme avaliação inicial.
Toda crise de pânico é transtorno do pânico?
Não. Crises podem acontecer isoladamente ou estar associadas a outras condições. O transtorno do pânico envolve crises recorrentes e inesperadas, além de preocupação persistente com a possibilidade de uma nova crise.
O tratamento envolve sempre medicação?
Não necessariamente. Psicoterapia e, quando indicados, medicamentos podem ajudar a reduzir as crises e o medo de que elas aconteçam novamente.
O atendimento é feito por convênio?
O atendimento é exclusivamente particular, com emissão de nota fiscal.
Vamos conversar sobre a avaliação?
Atendimento presencial em Salvador ou por teleconsulta, conforme avaliação inicial de cada caso.